Envolvimento na política é uma obrigação para o cristão.Os cristãos não podem «dar uma de Pilatos, lavar as mãos»: «Devemos implicar-nos na política, porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, visto que procura o bem comum»«Os leigos cristãos devem trabalhar na política. Dir-me-ão: não é fácil.. A política é demasiado suja, mas é suja porque os cristãos não se implicaram com o espírito evangélico. É fácil atirar culpas... mas eu, que faço? Trabalhar para o bem comum é dever de cristão», e eu posso fazê-lo cobrando ou candidatando-me a um cargo público eletivo.
O silêncio e a omissão também são responsáveis pela deterioração da democracia.é indispensável o acompanhamento dos candidatos eleitos e o engajamento em prol de uma efetiva reforma politica. A fé não pode ser vivida isoladamente, mas em comunidade e no exercício da caridade. Essa virtude cristã se manifesta, sobretudo, no zelo pelo próximo, de modo que não sobre na mesa de poucos, aquilo que falta na mesa de muitos. Daí a necessidade de que todos os cristãos se empenhem para que efetivem, no País, os valores da igualdade, da dignidade humana e da justiça social”.
Não basta o voto. Para além das urnas, deve-se proceder ao rigoroso acompanhamento do trabalho dos eleitos – por meio do monitoramento de suas ações, projetos e gastos – exigindo que exercitem de fato a representação que lhes foi conferida. Todos os cristãos são convidados a se dedicarem a esta iniciativa. A cada discussão, a cada reunião, a cada voto consciente, a cada momento em que um cidadão se decide a favor da honestidade, do bem comum e contra a corrupção aprimora-se, em mútua cooperação, a democracia”.
Ao nos aproximarmos das urnas, devemos ter consciência de que – embora o voto constitua um momento privilegiado de participação cidadã numa democracia representativa – está longe de encerrar-se a responsabilidade cristã. A decisão consciente de votar em candidatos que representem os valores cristãos é um passo importante, mas não é o único. É preciso que, como cristãos, continuemos a contribuir para que haja um diálogo que aponte às mudanças necessárias na consolidação de uma cidadania inclusiva, de modo a garantir que a sociedade possa participar e exercer democraticamente o poder político”. Que Deus nos abençoe e nos mostre com clareza quem deve ser o nosso representante, mas estejamos também nós atentos para não cairmos nas arapucas que o mundo nos arma através de pessoas que trazem más intenções. Paz e saúde a todos!!!